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Friday, May 20, 2022

Crise do clima vai afetar cadeias de exportação do Brasil, diz relatório

 By THIAGO BETHÔNICO Folhapress Yahoo



*ARQUIVO* SOUSA, PB, BRASIL, 09-01-2018: Coqueiral seco no distrito de São Gonçalo na cidade de Sousa (PB). (Foto: Avener Prado/Folhapress)


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Secas, tempestades e outros eventos extremos vão se tornar cada vez mais frequentes e intensos nos próximos anos. Conforme destacou o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança do Clima da ONU), a atual crise do clima é sem precedentes e, pior, irreversível.

No setor privado, a necessidade de não agravar esse cenário vem ganhando força diante da pressão por boas práticas ESG (ambiental, social e de governança, na sigla em inglês). No entanto, as medidas de adaptação a esse "novo normal" seguem escassas, o que pode implicar em prejuízos não só para empresas, mas para setores inteiros.

Em relatório lançado em fevereiro, o IPCC evidenciou o descaso internacional com iniciativas de adaptação às ameaças do clima. Segundo o painel, a maior parte do financiamento climático tem sido direcionada para projetos de mitigação, isto é, que visem reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Iniciativas de proteção têm ficado em segundo plano, muito embora o problema já seja perceptível.

Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mostram que as temperaturas no Brasil já estão mais altas, enquanto as chuvas, mais intensas. O agronegócio, por exemplo, que representa cerca de 27% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, é um dos grandes prejudicados, sofrendo com perdas de safras e morte de animais.

"As mudanças climáticas atingirão as cadeias de abastecimento, mercados, finanças e comércio internacionais, reduzindo a disponibilidade de bens no Brasil e aumentando seu preço, bem como prejudicando os mercados para as exportações brasileiras", diz o relatório do IPCC, que posiciona o país como um dos que mais serão afetados por questões ambientais.

Apesar dos alertas, a economia brasileira não parece estar preparada para lidar com as ameaças.

André Ferretti, ambientalista e gerente da Fundação Grupo Boticário, afirma que medidas de adaptação climática deveriam ser essenciais na agenda corporativa. No entanto, o tema ainda é muito incipiente.

"Infelizmente nós estamos até mais atrasados do que na mitigação, que também está aquém do que deveria", diz.

Ele explica que os esforços pela descarbonização evitam que o problema se intensifique, enquanto a adaptação visa uma redução de risco e dos efeitos danosos que as mudanças climáticas trazem para os negócios.

"Adaptação é [tarefa] extremamente necessária, independentemente do que estamos fazendo em mitigação. Não é uma coisa ou outra, elas têm que andar juntas", afirma. "Ainda que conseguíssemos hoje, ou num curtíssimo prazo, zerar nossas emissões, aquilo que emitimos em excesso permanece na atmosfera causando efeitos por décadas ou séculos", acrescenta.

Segundo Ferretti, alguns governos locais estão implementando conceitos de adaptação para revisar planos diretores, por exemplo. Mas, considerando que boa parte da infraestrutura e dos modelos de negócio foi projetada para uma realidade climática que não existe mais, é fundamental que o tema seja discutido pelo setor privado também.

Clima eleva risco aos negócios No Brasil, o agronegócio é o setor econômico mais  vulnerável às mudanças climáticas, mas não o único

Vanessa Pinsky, especialista em ESG e pesquisadora da USP, destaca o mercado energético --fortemente baseado em hidrelétricas-- como outro segmento bastante exposto ao clima, além das seguradoras e do setor financeiro como um todo.

"Eu tenho muitas dúvidas sobre em que medida as empresas estão de fato olhando para a necessidade de adaptação numa perspectiva de risco sistêmico para o negócio", afirma.

Ela ressalta que as ameaças climáticas já estão bem mapeadas, e não se tratam de futurologia. "A alteração do ciclo de chuvas em várias regiões do Brasil é um fato dado, vai acontecer --em menor ou maior medida, dependendo do quanto conseguirmos conter o aquecimento global", diz.

Ela também destaca outros problemas irreversíveis ou próximos a um ponto de inflexão, como o derretimento de geleiras (que elevam o nível do mar), a savanização da Amazônia (que modifica o clima em diversos biomas) e o branqueamento de corais (que afeta a cadeia marinha).

"O cenário é tão complexo que isso não é problema de uma empresa. É problema de setores e do país como um todo. Precisamos de uma política pública pautada em estratégia e investimento de longo prazo em ciência, tecnologia e inovação", afirma Pinsky.

Wednesday, December 30, 2009

PERU - Caña Brava sends off 1st ethanol shipment


Peruvian ethanol producer Caña Brava has sent its first shipment of ethanol overseas through the northern port of Paita.

The 8,000m3 shipment was sold for US$5mn to Mitsui and will arrive at Rotterdam port, local press reported. Caña began producing the biofuel at its 350,000 liter/d plant in August.

Almost all of next year's production will go to Mitsui, although negotiations are also underway with UK major BP (LSE: BP), Caña general manager Ángel Irazola was quoted as saying.

Irazola added that although the principal market will be Europe, talks are underway with Chilean companies.

Some 100Mm3 of ethanol will be produced next year that will bring in roughly US$80mn, according to the executive. The company invested US$185mn to develop its ethanol project, he said.

PERU - Caña Brava sends off 1st ethanol shipment


Peruvian ethanol producer Caña Brava has sent its first shipment of ethanol overseas through the northern port of Paita.

The 8,000m3 shipment was sold for US$5mn to Mitsui and will arrive at Rotterdam port, local press reported. Caña began producing the biofuel at its 350,000 liter/d plant in August.

Almost all of next year's production will go to Mitsui, although negotiations are also underway with UK major BP (LSE: BP), Caña general manager Ángel Irazola was quoted as saying.

Irazola added that although the principal market will be Europe, talks are underway with Chilean companies.

Some 100Mm3 of ethanol will be produced next year that will bring in roughly US$80mn, according to the executive. The company invested US$185mn to develop its ethanol project, he said.

Tuesday, July 21, 2009

Brazilian Sugar Exports Increase 53%


So much for that food vs. fuelproblem, Brazilian sugar exports in the first six months of this year increased 53 percent over the same period in 2008, the Brazilian Sugarcane Industry Association (UNICA) said Monday. UNICA reported that exports climbed from $2 billion in the first half of 2008 to $3.19 billion in the first half of this year. By volume, sugar sales abroad totaled 10.4 million tons between January and June this year against 7.6 million tons during the same period last year.

“The world sugar deficit and the lack of security with regard to the production of some countries made world prices shoot up, which allowed a substantial increase in Brazilian exports,” said Unica’s technical director, Antonio de Padua. The main markets for Brazilian sugar were Russia, accounting for 16 percent of the total, and India, with 15 percent.

In the same period, in contrast, exports of sugar-based ethanol registered a fall of 25 percent, dropping from 1.97 billion liters (520 million gallons) to 1.45 billion. One of the basic factors in the decline in ethanol sales abroad, UNICA said, was the fall in U.S. purchases, which plunged from 500 million liters last year to 72 million in the first six months of 2009.

During the 2008-2009 harvest, Brazil produced 565 million tons of sugar cane, with which it produced 31.3 million tons of sugar and 25.7 billion liters of ethanol.

Brazilian Sugar Exports Increase 53%


So much for that food vs. fuelproblem, Brazilian sugar exports in the first six months of this year increased 53 percent over the same period in 2008, the Brazilian Sugarcane Industry Association (UNICA) said Monday. UNICA reported that exports climbed from $2 billion in the first half of 2008 to $3.19 billion in the first half of this year. By volume, sugar sales abroad totaled 10.4 million tons between January and June this year against 7.6 million tons during the same period last year.

“The world sugar deficit and the lack of security with regard to the production of some countries made world prices shoot up, which allowed a substantial increase in Brazilian exports,” said Unica’s technical director, Antonio de Padua. The main markets for Brazilian sugar were Russia, accounting for 16 percent of the total, and India, with 15 percent.

In the same period, in contrast, exports of sugar-based ethanol registered a fall of 25 percent, dropping from 1.97 billion liters (520 million gallons) to 1.45 billion. One of the basic factors in the decline in ethanol sales abroad, UNICA said, was the fall in U.S. purchases, which plunged from 500 million liters last year to 72 million in the first six months of 2009.

During the 2008-2009 harvest, Brazil produced 565 million tons of sugar cane, with which it produced 31.3 million tons of sugar and 25.7 billion liters of ethanol.

Drone footage shows severe drought hitting river in Brazil – video

  Drone footage from 17 September shows the Araguaia River drying up, as severe drought grips parts of Brazil. The country is preparing for ...