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Wednesday, May 22, 2024

CVM prepara norma de divulgações financeiras relacionadas a eventos climáticos extremos - Brasil são ações, debêntures e quotas de fundos de investimento.

Fachada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Divulgação 


 

Aline Scherercolaboração para a CNN

 

 Edital cita, por exemplo, necessidade das empresas descreverem imóveis localizados em áreas sujeitas a inundações 

 A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula parte do mercado financeiro, abriu uma consulta pública para receber pronunciamentos técnicos sobre a divulgação de informações sobre riscos e oportunidades relacionados ao clima.

 

A proposta é que as empresas prestem informações úteis para a tomada de decisões por parte de quem utiliza os relatórios financeiros e decide sobre o fornecimento de recursos para as organizações.

O edital, elaborado pela Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria (SNC) da autarquia, explica que as informações climáticas se referem às políticas e práticas adotadas pelas empresas em três tópicos principais: riscos físicos, riscos de transição e oportunidades disponíveis.

As empresas terão de descrever em seus relatórios financeiros quais os riscos físicos que seus negócios podem sofrer com o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, inclusive as alterações nos índices de mortes e enfermidades relacionadas.

Os dados também deverão incluir a expectativa razoável de afetar os fluxos de caixa, seu acesso a financiamento ou custo de capital no curto, médio ou longo prazo.

 

 Também deverão descrever quais os riscos relacionados à transição ordenada para uma economia de baixo carbono ou consistente com compromissos assumidos no último acordo internacional sobre mudanças climáticas. E mencionar as oportunidades disponíveis para a organização.

 

Além disso, a minuta prevê exigências de divulgações específicas sobre os os processos, controles e procedimentos de governança que a entidade usa para monitorar, gerenciar e supervisionar os riscos climáticos e de transição.

E ainda incluir como esses processos são integrados, a estratégia da empresa para geri-los, e informar o desempenho da companhia em suas metas definidas sobre o clima.

O edital da CVM fala, por exemplo, da necessidade das empresas descreverem seus imóveis localizados em áreas sujeitas a inundações. E também orienta que as empresas, sobretudo seguradoras, descrevam suas políticas para incentivar comportamentos responsáveis em termos de saúde, segurança e meio ambiente.

Após o encerramento do prazo para envio de manifestações, que vai até o dia 11 de julho, a área técnica analisará as sugestões recebidas e, posteriormente, levará a proposta para aprovação e edição da norma em questão.

A proposta é que a Resolução entre em vigor em 1º de janeiro de 2026, embora seja permitida e recomendada a adoção antecipada.

A obrigação de prestar informações relacionadas ao clima está alinhada aos padrões internacionais. Mais especificamente à IFRS S2, norma emitida pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), órgão criado pela IFRS Foundation – organização que define as regras para o padrão contábil mais adotado no mundo pelas empresas de capital aberto.

A exigência do detalhamento de informações de acordo com um padrão pré-estabelecido é um esforço dos órgãos reguladores para evitar greenwashing, ou maquiagem verde. O termo é usado quando empresas acabam enganando os consumidores com selos falsos e uma imagem de responsabilidade socioambiental que não condiz com a prática da organização.

“A mudança climática é a discussão central. E, ultimamente, depois de dois anos de aplicação da regra na Europa, e de bastantes relatórios, a comissão entendeu que ainda estão sendo utilizados termos muito vagos”, explica o advogado Bruno Galvão, do escritório Blomstein, com sede em Berlim, na Alemanha.

“Para dizer que um investimento é sustentável, tem que categorizar a atividade que se está colocando dinheiro dentro dos parâmetros da taxonomia, que define o que é uma atividade sustentável ou não, e mostrar quais potenciais impactos negativos que a atividade tem, e o clima tem um papel fundamental nisso”, conclui.

 

Monday, April 8, 2024

Martianization - Scientists confirm record highs for three most important heat-trapping gases - The Guardian

 

A young woman protects herself from the sun in São Paulo, Brazil, on 14 November 2023. Photograph: Sebastião Moreira/EPA



The levels of the three most important heat-trapping gases in the atmosphere reached new record highs again last year, US scientists have confirmed, underlining the escalating challenge posed by the climate crisis.

The global concentration of carbon dioxide, the most important and prevalent of the greenhouse gases emitted by human activity, rose to an average of 419 parts per million in the atmosphere in 2023 while methane, a powerful if shorter-lasting greenhouse gas, rose to an average of 1922 parts per billion. Levels of nitrous oxide, the third most significant human-caused warming emission, climbed slightly to 336 parts per billion.

The increases do not quite match the record jumps seen in recent years, according to the National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), but still represent a major change in the composition of the atmosphere even from just a decade ago.

Through the burning of fossil fuels, animal agriculture and deforestation, the world’s CO2 levels are now more than 50% higher than they were before the era of mass industrialization. Methane, which comes from sources including oil and gas drilling and livestock, has surged even more dramatically in recent years, Noaa said, and now has atmospheric concentrations 160% larger than in pre-industrial times.

Noaa said the onward march of greenhouse gas levels was due to the continued use of fossil fuels, as well as the impact of wildfires, which spew carbon-laden smoke into the air. Nitrous oxide, meanwhile, has risen due to the widespread use of nitrogen fertilizer and the intensification of agriculture.

“As these numbers show, we still have a lot of work to do to make meaningful progress in reducing the amount of greenhouse gases accumulating in the atmosphere,” said Vanda Grubišić, director of Noaa’s global monitoring laboratory.

The increasing presence of greenhouse gases is spurring a rise in global temperature – last year was the hottest ever measured worldwide – and well as associated impacts such as floods, droughts, heatwaves and wildfires.

It is also pushing the world into a state not seen since prior to human civilization. Carbon dioxide levels today are now comparable to what they were around 4m years ago, Noaa said, an era when sea were around 75ft higher than they are today, the average temperature was far hotter and large forests occupied areas of the now-frozen Arctic.

Because of a lag between CO2 levels and their impact, as well as the hundreds of years that the emissions remain in the atmosphere, the timescale of the climate crisis is enormous. Scientists have warned that governments need to rapidly slash emissions to net zero, and then start removing carbon from the atmosphere to bring down future temperature increases.

Thursday, August 10, 2023

Martianization, Moradores do Havaí se jogaram no mar para fugir do fogo, diz Guarda Costeira dos EUA

 Death toll from Hawaii wildfires increases to 55 as search for survivors continues

 At least 67 people have been killed in the deadliest disaster in the state’s history, as questions are asked about the local warning system


 


Ao menos 12 pessoas foram resgatadas das águas pela Guarda Costeira; incêndios que atingiram ilhas do arquipélago provocaram grande destruição, com relatos de horror da população

População relatou cenas de terror devido ao incêndio; muitas se jogaram no mar para fugir do fogo Zeke Kalua County of Maui

 Um cenário de horror dominou a ilha de Maui, no Havaí, com os fortes incêndios que atingiram a região nesta quarta-feira (09). Alguns moradores chegaram a pular no mar para fugir do fogo que avançava rapidamente, destruindo casas e carros por onde passava. A fumaça também cobria a região, provocando mais ameaças às vidas da população.

A Guarda Costeira dos EUA (USCG, na sigla em inglês) precisou ir à água para resgatar os moradores, segundo informações de um comunicado de imprensa do condado de Maui. A Cruz Vermelha Americana abriu um centro de evacuação em Maui High School, disse o condado.

Ao menos 12 pessoas foram resgatadas por uma embarcação da Guarda Costeira nas proximidades de Lahaina, em Maui. “O USCG continua a resposta conjunta com parceiros federais e estaduais, enquanto o USCG Cutter Kimball está a caminho de Maui para intensificar os esforços”, informou a Guarda Costeira, pelas redes sociais.

Os incêndios florestais em Maui se espalharam tão rapidamente que muitas pessoas não tiveram tempo de se preparar, de acordo com o relato angustiante de um morador que testemunhou os momentos em que o fogo varreu sua cidade.

Claire Kent disse que sua casa em Lahaina foi incendiada no inferno em movimento rápido.

“Aconteceu tão rápido”, disse ela, descrevendo como o dia começou como qualquer outro. Kent disse que estava fora do trabalho por causa dos ventos fortes do furacão Dora. Ela trabalha em um barco no porto e todas as viagens foram canceladas por causa do clima.

“Ouvi as primeiras explosões dos postos de gasolina explodindo e depois vi a fumaça preta a algumas ruas de distância e, em meia hora, estávamos fora de casa”, disse Kent. “Estava na casa de uma amiga. Eu nem fui para casa, não tinha nada comigo.”

Ela disse que em uma hora os incêndios haviam se espalhado até o final do bairro. Foi quando ela percebeu que eles não seriam capazes de voltar.

“Há chamas em ambos os lados da estrada – como algo saído de um filme de terror”, disse Kent, descrevendo a cena enquanto os carros trabalhavam para evacuar.

Ela disse que, devido ao serviço de celular irregular, os avisos de evacuação foram entregues por “pessoas correndo pela rua”.

“Havia caras andando de bicicleta gritando para as pessoas irem embora”, disse Kent.

Algumas pessoas, no entanto, não conseguiram sair. Ela descreveu as chamas se movendo rapidamente, envolvendo algumas áreas em questão de meia hora. Algumas pessoas estavam pulando na água para fugir do fogo, disse ela.

“Tudo se foi”, disse ela. “É a história de Lahaina que é tão devastadora.”

(Publicado por Fábio Mendes)

Sobe para 36 o número de mortos em incêndios no Havai












Drone footage shows severe drought hitting river in Brazil – video

  Drone footage from 17 September shows the Araguaia River drying up, as severe drought grips parts of Brazil. The country is preparing for ...