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Monday, July 21, 2025

Climate Change Is Making Fire Weather Worse for World’s Forests. Forest fires are on the rise globally. An increase in severe fire weather is largely responsible.

 

Fires at Tatkin Lake in British Columbia, Canada, in July 2023.Credit...BC Wildfire Service/Anadolu Agency, via Getty Images
 
 

In 2023 and 2024, the hottest years on record, more than 78 million acres of forests burned around the globe. The fires sent veils of smoke and several billion tons of carbon dioxide into the atmosphere, subjecting millions of people to poor air quality.

Extreme forest-fire years are becoming more common because of climate change, new research suggests.

“Climate change is loading the dice for extreme fire seasons like we’ve seen,” said John Abatzoglou, a climate scientist at the University of California Merced. “There are going to be more fires like this.”

The area of forest canopy lost to fire during 2023 and 2024 was at least two times greater than in the previous nearly two decades, according to a new study published Monday in the journal Proceedings of the National Academy of Sciences. The researchers used imagery from the LANDSAT satellite network to determine how tree cover had changed from 2002 to 2024, and compared that with satellite detections of fire activity to see how much canopy loss was because of fire.

 Globally, the area of land burned by wildfires has decreased in recent decades, mostly because humans are transforming savannas and grasslands into less flammable landscapes. But the area of forests burned has gone up.

 

Boreal forests lost more than two times the canopy area in 2023-24 compared with the period between 2002 and 2024, the study found. Tropical forests saw three times as much loss, and North American forests lost nearly four times as much canopy, mostly because of Canada’s wildfires.

Significant losses were in remote forests, far from human activities. That isolation suggests fires are increasing primarily because of climate change, said Calum Cunningham, a fire geographer at the University of Tasmania who was not involved with the study. “Chronic changes in climate are making these forests more conducive to burning,” Dr. Cunningham said.

Climate’s fingerprint on forest fires, particularly remote ones, can be obvious. That’s because fires are limited either by how much there is to burn or by how wet or dry the fuel is. So when scientists see more fires in remote forests, far from cities, infrastructure or other human activities, like logging, they look to climate for an explanation.

 

Fire weather encompasses all the conditions that have to be right for a blaze to take off. Unrelenting spells of hot, dry weather and high evaporation rates let plants and soil dry out. Local wind patterns can shift, potentially pushing fires across a landscape, up and over hills and roads. Longer, hotter, drier stretches of fire weather make fires more likely.

Climate change is making severe fire weather more common around the world, raising the chances of worsened forest fire seasons, a study in the journal Nature Communications found. Previous work has shown that climate change is in many places making the fire season longer. But many studies that attribute climate change to fires are regional, not global.

The study assessed globally how much more likely extreme fire-weather conditions are to occur in the modern climate, compared with the preindustrial period, before greenhouse gas emissions rose significantly. The researchers used satellite observations of burned areas, along with weather data, to connect observed fire weather with actual occurrences of forest fires.

The chances of seeing extreme fire weather are roughly double in today’s climate compared with the preindustrial period, the researchers found. Years with extreme fire-weather conditions had more forest fires and more carbon dioxide emissions than typical years without severe fire weather. Carbon dioxide, the main greenhouse gas, acts as a blanket in the atmosphere, trapping the sun’s heat and warming the environment.

Neither study’s findings were particularly surprising to the experts, because most of the regions the studies highlighted have burned in recent years. Both studies add to a growing body of evidence that points to climate change as one of the main reasons the planet is experiencing more frequent and more severe forest fires, often overlapping.

“It really puts to bed any debate about the role of climate change in driving these extreme fires,” Dr. Cunningham said.

When more places are hit with fire weather at the same time, countries’ capacities for sharing firefighting resources drop. “You get stretched thin,” Dr. Abatzoglou said. Reduced firefighting can create a dangerous feedback loop: Bigger fires mean more emissions, which creates more fire weather and makes future fires more likely.

Budget and staffing reductions at science agencies in the United States, along with policy changes can exacerbate climate driven changes to fire trends, said Peter Potapov, an ecologist at the World Research Institute who led the PNAS study. For instance, repealing the “roadless rule,” which banned roads in some remote American forests could increase human activity there, along with fire risk. Terminated satellites could degrade fire forecasting. And funding cuts to the United States Agency for International Development, a State Department program that has been largely dismantled by the Trump administration, ended a program that helped other countries improve their fire monitoring capabilities.


Tuesday, August 27, 2024

Onda de calor pode trazer novas queimadas, diz presidente do Ibama

 


Presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, afirma que foco atual está no sul da Amazônia e que aumento da temperatura pode agravar situação

Da CNN

Segundo Agostinho, a situação atual dos focos de incêndio está sob controle em algumas regiões, mas o cenário pode se agravar nos próximos dias.

De acordo com o dirigente, a maior concentração de focos de calor atualmente se encontra na área conhecida como Arco do Desmatamento, que abrange o sul da Amazônia.

Ele também mencionou a presença de focos na região do Cerrado, especialmente no Mato Grosso.

Previsão meteorológica e seus impactos

Agostinho revelou que as informações meteorológicas indicam que a massa de ar frio que atingiu o Sul do país está perdendo força. Consequentemente, é esperada uma nova onda de calor nos próximos dias.

 Esta mudança climática pode ter efeitos contraditórios: a melhora na qualidade do ar das cidades afetadas pela fumaça com a subida do ar quente; o aumento do risco de incêndios florestais.

 

Medidas preventivas e de combate

O Ibama está monitorando de perto a situação meteorológica para orientar suas ações. Agostinho informou que a instituição conta com um número significativo de recursos para combater possíveis incêndios:

“Estamos com um número muito grande de aeronaves, embarcações, brigadistas e estamos trabalhando em articulação, principalmente com os governos estaduais”, afirmou o presidente do Ibama.

A situação requer atenção contínua e ação coordenada entre as diferentes esferas governamentais para prevenir e combater os incêndios florestais que possam surgir com a chegada da nova onda de calor.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN

Monday, August 26, 2024

Brazil - Governo de SP decreta situação de emergência em 45 cidades por causa de incêndios florestais no estado; veja lista

 

Foram 2,3 mil queimadas no estado entre quinta (22) e sexta-feira (23), o maior número do país, à frente de estados na Amazônia Legal, que também enfrentam temporada de queimadas. Gabinete de crise do governo lista 34 cidades em alerta e 24 com focos ativos de incêndio.



 

Cidades de diversas regiões amanheceram com fumaça e fuligem em decorrência de queimadas. Após recorde nacional de focos de incêndios, estado registrou mais 305 novos incidentes, de acordo com o Inpe.

Por g1 Ribeirão Preto e Franca

 

O governo do estado de São Paulo declarou situação de emergência em 45 cidades devido à quantidade devastadora de incêndios florestais registradas nos últimos dias. O estado bateu recorde nacional na sexta-feira (23) com mais de 2,3 mil focos de incêndio. Mais 305 incidentes foram registrados neste sábado (24), de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O decreto vale por 180 dias e indica que os focos de incêndio "resultaram em graves danos humanos, materiais e ambientais, além de significativos prejuízos econômicos e sociais" nas cidades incluídas no documento (veja a lista completa abaixo).

O decreto ocorre logo após o governo anunciar um gabinete de crise. Mais cedo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou uma força-tarefa com aviões das Forças Armadas para conter as chamas. A ação deve ser concentrada na cidade de Ribeirão Preto, que enfrenta o quadro mais grave. 

 Segundo a legislação, a situação de emergência ocorre por situações anormais ou desastres que causam danos e prejuízos e implicam o comprometimento da capacidade de resposta do poder público. 

 A região de Ribeirão Preto (SP) amanheceu tomada por uma névoa de poluição, que foi se intensificando ao longo do dia. Durante a tarde, o dia virou noite, com um forte cheiro de fumaça e ventos que assustaram moradores. 

 




Em Ribeirão Preto, as atividades ao ar livre foram suspensas pela prefeitura e jogos de futebol dos times da cidade, Comercial e Botafogo-SP, foram adiados. Além disso, foram relatados picos de energia elétrica em diferentes pontos e problemas no fornecimento de água devido ao desligamento de pelo menos 23 poços e atendimentos na rede de saúde 60% acima da média.

Desde quinta-feira (22) o problema causou fechamento de rodovias, mortes, acidentes e estragos para produtores rurais de diferentes regiões.

Confira lista de cidades em situação de emergência

1. Águas da Prata

2. Alumínio

3. Amparo

4. Bananal

5. Bebedouro

6. Bernardino de Campos

7. Boa Esperança do Sul

8. Brodowski

9. Coronl Macedo

10. Dourado

11. Iacanga

12. Ibiting

13. Itápoli

14. Itirapina

15. Jaú

16. Lucélia

17. Luís Antônio

18. Monte Alegre do Sul

19. Monte Azul Paulista

20. Morro Agudo

21. Nova Granada

22. Pedregulho

23. Piracicaba

24. Pirapora do Bom Jesus

25. Pitangueiras

26. Poloni

27. Pompeia

28. Pontal

29. Presidente Epitácio

30. Ribeirão Preto

31. Rosana

32. Sabino

33. Salmourão

34. Santo Antônio da Alegria

35. Santo Antônio do Aracanguá

36. São José do Rio Preto

37. São Luís do Paraitinga

38. São Simão

39. Sertãozinho 

 40. Tabatinga

41. Taquarituba

42. Torrinha

43. Ubarana

44. Urupês

45. Valentim Gentil 

 

No topo da lista do Inpe aparecem as cidades de Pitangueiras (SP), Altinópolis (SP) e Sertãozinho (SP), que juntas somam 203 focos. Pontes Geral (SP), Urupês (SP), Salmourão (SP) e Pontal (SP) aparecem na sequência com mais 165 casos. Ribeirão Preto (SP) consta entre as 20 cidades com mais ocorrências do estado, com 32. 

 Incêndios, mortes e medo

Desde quinta-feira (22), uma série de incêndios em vegetação no interior de São Paulo tem causado transtornos em diversas cidades.

O tempo seco e os ventos de pré-frontais favorecem a propagação de incêndios que atingem todo o estado de São Paulo e o fenômeno é conhecido como 'plumas de fumaça', ou seja, grandes nuvens de fumaça provocadas por queimadas capazes até de encobrir o sol.

Em Urupês, dois funcionários de uma usina morreram enquanto tentavam combater um incêndio. As vítimas, de 30 e 48 anos, são moradores de Irapuã e José Bonifácio (SP), respectivamente. 

 

Um engavetamento envolvendo sete veículos deixou dois feridos na quinta-feira (22) na Rodovia Brigadeiro Faria Lima, em Pitangueiras. Além disso, houve interdições totais em diferentes rodovias.

Já em Piracicaba (SP), um avião precisou ser acionado para combater as chamas de um incêndio que já dura seis dias -- desde o domingo (19). O local afetado é uma área próxima da Estação Ecológica de Ibicatu. A umidade do ar na região chegou a 15% e há alerta vermelho para uma nova onda de calor. 

 Em Iracemápolis (SP), a cortina de fumaça proveniente de um incêndio em uma mata às margens da Rodovia Dr. João Mendes da Silva Junior invadiu a pista. Essa é a terceira ocorrência de queimada na área da usina em dois dias. 

 

O governo também informou que incêndios florestais podem atingir grandes áreas de vegetação natural e, por conta das rajadas de vento, o fogo pode se alastrar rapidamente.

O gabinete confirmou ainda uma ação de monitoramento e controle que conta com técnicos da Defesa Civil do Estado e das secretarias da Segurança Pública (SSP), Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Também comunicou que mais de 7,3 mil entre profissionais e voluntários estão mobilizados no combate às chamas e na orientação da população. 


 

Monday, February 19, 2024

Martianization - O que são os 'incêndios zumbis' que ameaçam o Canadá no inverno

 

 
O fenômeno aumentou em um ritmo assustador em 2024
Nadine Yousif
Role, Da BBC News em Toronto
 

Mesmo no auge do inverno do Canadá, as brasas da temporada recorde de incêndios florestais do ano passado permanecem.

Os chamados "incêndios zumbis" estão queimando mesmo no inverno - são brasas que continuam vivam no solo sob espessas camadas de neve. E eles crescem a um ritmo sem precedentes, aumentando os temores sobre o que o verão que se aproxima pode trazer.

As pessoas que dirigem na rodovia que passa pela cidade de Fort Nelson, na Colúmbia Britânica, no inverno, podem facilmente ver – e sentir o cheiro – as nuvens de fumaça branca fluindo do solo ao seu redor.

Sonja Leverkus, bombeira e cientista que mora na pequena cidade do nordeste da província, lembra-se de ter dirigido durante uma tempestade de neve em novembro, mas a neve não parecia branca.

 

“Eu nunca tinha visto uma tempestade de neve que cheirasse a fumaça”, disse Leverkus, que mora na região há mais de 15 anos.

As nuvens de fumaça ainda eram visíveis em fevereiro, acrescentou ela, mesmo em dias extremamente frios, quando as temperaturas caíram para -40°C.

 

População de Fort Nelson, como Trevor Scott (foto), notou o aumento das fumaças

 

Incêndios zumbis

A fumaça de Fort Nelson é o resultado de 'incêndios zumbis' - também chamados de 'incêndios de inverno'.

Eles são brasas sem chama que queimam lentamente abaixo da superfície e são mantidos vivos graças a um solo orgânico chamado turfa, comum nas florestas boreais da América do Norte, e a espessas camadas de neve que os isolam do frio.

Esses incêndios não são incomuns. Nos últimos 10 anos, a Colúmbia Britânica viu, em média, cinco ou seis que continuaram a arder durante os meses frios, dizem os especialistas.

Mas em Janeiro deste ano, a província registou um pico sem precedentes de 106 "incêndios zombies ativos", aumentando a preocupação entre os cientistas sobre o que estes incêndios poderão significar para a próxima época de incêndios florestais.

 

A maioria normalmente se apaga por conta própria antes da primavera, mas 91 ainda estão queimando na província, de acordo com dados da administração local.

Aqueles que não forem extintos até março vão gerar um grande risco quando a neve derreter e eles ficarem expostos ao ar. Os cientistas os associaram ao início precoce das temporadas de incêndios florestais.

A província vizinha de Alberta também registros um aumento nestes incêndios de inverno, com 57 focos no início de fevereiro – quase 10 vezes mais do que a média de cinco anos.

“É muito alarmante ver esta combustão contínua durante o inverno, especialmente depois da temporada recorde de incêndios florestais no Canadá no ano passado" ,diz Jennifer Baltzer, professora de biologia na Universidade Wilfrid Laurier.

Mais de 18 milhões de hectares (44 milhões de acres) de terra foram queimados por incêndios florestais no Canadá em 2023 – uma área aproximadamente do tamanho do Camboja – superando em muito a média de 10 anos do país.

A temporada foi uma das mais fatais da história recente, com vários bombeiros morrendo no cumprimento do dever.

Milhares de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas e o efeito foi sentido muito para além das fronteiras do Canadá, quando a fumaça cobriu uma grande parte dos EUA em Junho.

Essa temporada calamitosa de incêndios florestais é uma das razões pelas quais a Columbia Britânica está vendo agora um número tão alto de incêndios zumbis, diz Mike Flannigan, professor e especialista em gerenciamento de incêndios na Universidade Thompson Rivers, no Canadá.

A maioria deles são incêndios que não puderam ser totalmente apagados até o outono passado simplesmente devido à falta de recursos, disse ele.

Até o final do ano, as autoridades registraram um total de mais de 2.200 incêndios florestais na província.

Outra razão, disse o professor Flannigan, é a seca extrema que a província tem enfrentado nos últimos dois anos.

Em fevereiro, a maior parte da regiãoo estava sob níveis de seca médios a extremos, de acordo com o mapa de secas.

Assim como os "incêndios zumbis", a seca também tem sido perceptível, diz Leverkus.

Quando estava na floresta no verão passado, ela disse ter notado que um riacho que costumava fluir livremente agora é “apenas poças”.

Estas condições de seca persistiram durante o inverno. A província viu tão pouca neve que uma estação de esqui na região de South Cariboo foi forçada a fechar suas portas no início de janeiro para o resto da temporada.

 

Consequências das mudanças climáticas

Os "incêndios zumbis" já foram raros, mas os cientistas dizem que se tornaram mais comuns nos últimos anos devido ao aquecimento global.

Por enquanto, os "incêndios zumbis" estão sendo apenas monitorados por autoridades, diz Forrest Tower, porta-voz sobre o assunto das autoridades da província.

Ele disse que muitos deles não podem ser apagados manualmente porque a maior parte da força de combate a incêndios da província está de folga durante o período de entressafra. Eles ainda não representam um risco, disse ele.

Mas a principal preocupação é que os incêndios possam reacender se a região continuar a ter muito pouca neve ou chuva na primavera.

Se isso acontecer, ele disse que a equipe sazonal de incêndios florestais da província poderá entrar imediatamente em ação em março ou abril.

Flannigan diz que é muito cedo para prever exatamente como será a próxima temporada de incêndios, mas o que a província viu até agora “é bastante incomum”.

E sendo um ano de El Niño, que indica condições quentes e secas para o oeste do Canadá, Flannigan diz que tudo aponta para "uma primavera muito ativa”.

Thursday, August 10, 2023

Martianization, Moradores do Havaí se jogaram no mar para fugir do fogo, diz Guarda Costeira dos EUA

 Death toll from Hawaii wildfires increases to 55 as search for survivors continues

 At least 67 people have been killed in the deadliest disaster in the state’s history, as questions are asked about the local warning system


 


Ao menos 12 pessoas foram resgatadas das águas pela Guarda Costeira; incêndios que atingiram ilhas do arquipélago provocaram grande destruição, com relatos de horror da população

População relatou cenas de terror devido ao incêndio; muitas se jogaram no mar para fugir do fogo Zeke Kalua County of Maui

 Um cenário de horror dominou a ilha de Maui, no Havaí, com os fortes incêndios que atingiram a região nesta quarta-feira (09). Alguns moradores chegaram a pular no mar para fugir do fogo que avançava rapidamente, destruindo casas e carros por onde passava. A fumaça também cobria a região, provocando mais ameaças às vidas da população.

A Guarda Costeira dos EUA (USCG, na sigla em inglês) precisou ir à água para resgatar os moradores, segundo informações de um comunicado de imprensa do condado de Maui. A Cruz Vermelha Americana abriu um centro de evacuação em Maui High School, disse o condado.

Ao menos 12 pessoas foram resgatadas por uma embarcação da Guarda Costeira nas proximidades de Lahaina, em Maui. “O USCG continua a resposta conjunta com parceiros federais e estaduais, enquanto o USCG Cutter Kimball está a caminho de Maui para intensificar os esforços”, informou a Guarda Costeira, pelas redes sociais.

Os incêndios florestais em Maui se espalharam tão rapidamente que muitas pessoas não tiveram tempo de se preparar, de acordo com o relato angustiante de um morador que testemunhou os momentos em que o fogo varreu sua cidade.

Claire Kent disse que sua casa em Lahaina foi incendiada no inferno em movimento rápido.

“Aconteceu tão rápido”, disse ela, descrevendo como o dia começou como qualquer outro. Kent disse que estava fora do trabalho por causa dos ventos fortes do furacão Dora. Ela trabalha em um barco no porto e todas as viagens foram canceladas por causa do clima.

“Ouvi as primeiras explosões dos postos de gasolina explodindo e depois vi a fumaça preta a algumas ruas de distância e, em meia hora, estávamos fora de casa”, disse Kent. “Estava na casa de uma amiga. Eu nem fui para casa, não tinha nada comigo.”

Ela disse que em uma hora os incêndios haviam se espalhado até o final do bairro. Foi quando ela percebeu que eles não seriam capazes de voltar.

“Há chamas em ambos os lados da estrada – como algo saído de um filme de terror”, disse Kent, descrevendo a cena enquanto os carros trabalhavam para evacuar.

Ela disse que, devido ao serviço de celular irregular, os avisos de evacuação foram entregues por “pessoas correndo pela rua”.

“Havia caras andando de bicicleta gritando para as pessoas irem embora”, disse Kent.

Algumas pessoas, no entanto, não conseguiram sair. Ela descreveu as chamas se movendo rapidamente, envolvendo algumas áreas em questão de meia hora. Algumas pessoas estavam pulando na água para fugir do fogo, disse ela.

“Tudo se foi”, disse ela. “É a história de Lahaina que é tão devastadora.”

(Publicado por Fábio Mendes)

Sobe para 36 o número de mortos em incêndios no Havai












Saturday, August 13, 2022

Martianization - Brazil - Taxa de desmatamento na Amazônia ainda é alarmante, dizem EUA




Governo Biden diz que vai trabalhar com setor privado e povos indígenas pela preservação no Brasil

 

Thiago Amâncio

WASHINGTON

As taxas de desmatamento da Amazônia "ainda são alarmantes e exigem atenção redobrada e ação reforçada" do governo, disse o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta sexta-feira (12), após a divulgação dos dados mais recentes do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Os números apontam que, de agosto de 2021 até julho de 2022, foram derrubados 8.590,33 km² do bioma, o equivalente a mais de cinco cidades de São Paulo. O novo dado só fica atrás dos períodos de 2019-2020 e de 2020-2021, respectivamente o primeiro e o segundo ano com maiores desmates, segundo o Deter.

O Deter não tem a função de mensuração precisa de desmatamento. Para isso, o Inpe conta com o Prodes, sistema com maior precisão que divulga os dados de desmate —computados sempre de agosto de um ano a julho do ano seguinte— nos últimos meses do ano. Mesmo assim, a partir do Deter, cujo objetivo primário é o auxílio a operações de combate ao desmate, é possível ver se há tendências de queda, manutenção ou aumento de destruição.

 




À Folha, o Departamento de Estado afirmou que os EUA "continuarão a trabalhar" com partes interessadas na preservação da floresta, "inclusive no setor privado, sociedade civil, povos indígenas e governos subnacionais" na conservação e restauração de florestas, além de "incentivar o governo a implementar políticas" para cumprir os objetivos acordados na COP26, entre os quais acabar com o desmatamento ilegal até 2028 e reduzir as emissões de poluentes em 50% abaixo dos níveis de 2005 até 2030.

"Saudamos as metas ambiciosas anunciadas pelo governo brasileiro na COP26 e em outros fóruns internacionais. O foco agora mudou para a implementação desses objetivos."

"Também estamos aumentando nosso foco em apoiar os esforços de fiscalização do Brasil para combater o desmatamento ilegal. Estamos ansiosos para saber mais sobre os esforços do governo do Brasil para reduzir o desmatamento à luz dos números mais recentes", disse o órgão.

O compromisso com as pautas de preservação ambiental foi um dos principais pontos de tensão entre os governos Jair Bolsonaro e Joe Biden, com o democrata e correligionários criticando o mandatário brasileiro pelo pouco apreço à pauta ambiental.

Os números divulgados nesta sexta deixam ainda mais consolidados os patamares altíssimos de desmatamento alcançados durante o governo Bolsonaro.

Só no ciclo mais recente (agosto/21 até julho/22) foram cinco meses com os números mais elevados de destruição já vistos para aqueles meses: outubro (876,56 km²), janeiro (430,44 km²), fevereiro (198,67 km²), abril (1.026,35 km²) e junho (1.120,2 km²).

Levando em conta dados do Deter, já foram derrubados mais de 31 mil km² de Amazônia desde o início do governo Bolsonaro, em 2019. Isso equivale a, aproximadamente, mais de 720 km² de floresta indo ao chão mensalmente, o que representa mais de 450 parques Ibirapuera destruídos todo mês.

O valor é consideravelmente superior ao que se via em mandatos presidenciais anteriores. De agosto de 2015 (início do novo Deter) até o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) pela abertura do processo de impeachment, em maio de 2016 (nove meses), foram derrubados cerca de 364 km² de Amazônia por mês.

Nos 32 meses do governo de Michel Temer (MDB), já levando em conta os meses de afastamento de Dilma, foram desmatados cerca de 420 km² de Amazônia por mês.

Bolsonaro chegou também a desautorizar operação de combate ao desmate em andamento. No primeiro ano de governo, conforme dados do Deter apontavam uma disparada na destruição, o presidente questionou a qualidade do trabalho do Inpe, afirmando que o então diretor do instituto, Ricardo Galvão (agora pré-candidato a deputado federal pela Rede Sustentabilidade), poderia estar a "serviço de alguma ONG". Galvão respondeu ao ataque sofrido e acabou deixando o Inpe.



 

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  Drone footage from 17 September shows the Araguaia River drying up, as severe drought grips parts of Brazil. The country is preparing for ...