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Tuesday, October 8, 2024

Deforestation ‘roaring back’ despite 140-country vow to end destruction

 

Bird’s eye view of tropical rainforest deforestation. Indonesia’s deforestation alone spiked by 57% in a year, the report says. Photograph: WhitcombeRD/Getty/iStockPhoto

 Demand for beef, soy, palm oil and nickel hindering efforts to halt demolition by 2030, global report finds

 The destruction of global forests increased in 2023, and is higher than when 140 countries promised three years ago to halt deforestation by the end of the decade, an analysis shows.

The rising demolition of the forests puts ambitions to halt the climate crisis and stem the huge worldwide losses of wildlife even further from reach, the researchers warn.

Almost 6.4m hectares (16m acres) of forest were razed in 2023, according to the report. Even more forest – 62.6m ha – was degraded as road building, logging and forest fires took their toll. There were spikes in deforestation in Indonesia and Bolivia, driven by political changes and continued demand for commodities including beef, soy, palm oil, paper and nickel in rich countries.

The researchers said attempts at voluntary cuts on deforestation were not working and strong regulation and more funding for forest protection were needed.

Amazon Rainforest Deforestation


Amazon Rainforest Deforestation

 

The report highlighted a bright spot in the Brazilian Amazon, where President Luiz Inácio Lula da Silva’s new government cut deforestation by 62% in its first year.

“The bottom line is that, globally, deforestation has gotten worse, not better, since the beginning of the decade,” said Ivan Palmegiani, a consultant at the research group Climate Focus and lead author of the report.

“We’re only six years away from a critical global deadline to end deforestation, and forests continue to be chopped down, degraded, and set ablaze at alarming rates,” he said. “Righting the course is possible if all countries make it a priority, and especially if industrialised countries seriously reconsider their excessive consumption levels and support forest countries.”

Erin D Matson, a senior consultant at Climate Focus and co-author of the report, said: “When the right conditions are in place, countries see major progress. The next year, if economic or political conditions change, forest loss can come roaring back. We’re seeing this effect in the spiking deforestation in Indonesia and Bolivia. Ultimately, to meet global forest protection targets, we must make forest protection immune to political and economic whims.”

Aerial view of reforestation. Most countries backed the 2030 zero deforestation pledge at the UN Cop26 climate summit in 2021. Photograph: Jose Luis Raota/Getty Images

 

Most countries backed the 2030 zero deforestation pledge at the UN Cop26 climate summit in 2021. The 2024 forest declaration assessment, produced by a coalition of research and civil society organisations, assessed progress towards the goal using a baseline of the average deforestation between 2018 and 2020. It found progress was significantly off track, with the level of deforestation in 2023 almost 50% higher than steady progress towards zero would require.

Matson said: “Indonesia’s deforestation alone spiked by 57% in one year. This was in large part attributable to surging global demand for things like paper and mined metals like nickel.

“But it’s also clear that the Indonesian government took its foot off the gas. It experienced the steepest drop in deforestation of any tropical country from 2015-17 and 2020-22, so we have to hope that this setback is only temporary.” In 2023, Indonesia produced half the world’s nickel, a metal used in many green technologies.

“Brazil gives us an example of positive progress [in the Amazon] but deforestation in the Cerrado [tropical savanna] increased 68% year over year,” she said.

 

Amazon
Amazon


The country has also been ravaged by forest fires that are being made more likely and intense by the climate crisis. The report found that about 45m ha have burned in the past five years.

Other countries that made progress towards the 2030 deforestation target included Australia, Colombia, Paraguay, Venezuela and Vietnam. Outside the tropics, temperate forests in North America and Latin America recorded the greatest absolute levels of deforestation.

The researchers said funding for forest protection, strengthening the land rights of Indigenous people and reducing demand for commodities produced via deforestation were needed.

The EU has proposed ambitious regulations that would ban the sales of products linked to deforestation, such as coffee, chocolate, leather and furniture. However, on 3 October, the European Commission proposed a one-year delay “to phase in the system” after protests from countries including Australia, Brazil, Indonesia and Ivory Coast.

Matson said: “This pushback is largely driven by political pressures, and it’s a shame. We can’t rely on voluntary efforts – they have made very little progress over the last decade.”


 

Saturday, September 7, 2024

Seca histórica no Brazil afeta setores da economia e bolso do consumidor, dizem especialistas

 

Seca em Pauini, cidade do Amazonas, em setembro de 2024.



 


Casas flutuantes ficaram encalhadas no leito do Igarapé do Xidamirim, cujo nível da água baixou drasticamente devido à seca em Tefé, no Amazonas. Foto de 20 de agosto de 2024 — Foto: Bruno Kelly/Reuters

 

Cenário de falta de chuvas incide desde a produção de alimentos até o encarecimento da conta de energia

Marien Ramosda CNN

O atual período de seca é o mais intenso da história do Brasil, segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), e os impactos vão além da questão climática ou efeitos na saúde da população.

O cenário inédito visto em diversas regiões do país nas últimas semanas também deve refletir de forma mais imediata no bolso dos consumidores, afirmam economistas ouvidos pela CNN. Entre os principais pontos, se destacam o encarecimento dos alimentos e o aumento da conta de energia.

Há também efeitos que devem ser sentidos em horizontes mais longos, como maior pressão na inflação, e consequentemente maior aperto dos juros, em consequência de da falta de oferta e interrupção de operações.

Pressão nos alimentos

A queda na produção de alimentos é um dos sintomas mais visíveis da atual situação de seca. Com menor disponibilidade, a tendência é de encarecimento dos produtos.

“O Brasil é um país agrícola, boa parte da oferta dos alimentos de cesta básica depende de condições climáticas regulares, exatamente para não haver redução de oferta e com isso um aumento de preços”, diz André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 


Segundo Braz, a situação tem maior impacto nas famílias de menor renda, já que grande parte do orçamento deste grupo vai para a compra de alimentos.

Com as mudanças climáticas cada vez mais frequentes, a laranja, por exemplo, é um dos alimentos que pode ter os maiores problemas devido à massa de ar quente em grande parte do Brasil, além da banana, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a companhia, a produção já sofreu elevação de preços devido à baixa quantidade produzida e deve ter este aumento acentuado por conta da irregularidade de chuvas.

 

Pressão na energia

A falta de chuvas também aumenta o preço da conta de luz, já que mais da metade da produção de energia do país vem da matriz hidrelétrica. Para evitar o desabastecimento de energia no país, o governo é obrigado a acionar usinas termelétricas, com maior gasto de operação.

A seca fez o rio Madeira, em Rondônia, ficar abaixo de um metro pela primeira vez desde o início das medições do Serviço Geológico do Brasil (SGB), em 1967. Como consequência, a usina hidrelétrica Santo Antônio paralisou parte de suas unidades geradoras.

A projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de que, inclusive, o país registre 50% menos chuvas nos próximos meses, afetando os níveis dos reservatórios e o funcionamento das hidrelétricas, de acordo com a agência.

Atualmente, os níveis de reservatório — ou seja, a energia armazenada no sistema — são de 54,27% até a sexta-feira (6) no subsistema do Sudeste/Centro Oeste, enquanto na região Sul está em 61,42%.

Quando comparado com o mesmo mês de setembro do ano passado, porém, os níveis ainda se encontram abaixo do patamar.

 


Com essa situação, muitos temem que mais uma crise hídrica como a vista em 2021, quando os mesmos subsistemas do Sudeste/Centro Oeste e Sul chegaram a níveis de reservatório de 16,8% e 28,6%, respectivamente.

Foi nesta época que Aneel acionou pela aúltimas vez a bandeira vermelha, que significa a cobrança extra pelo consumo de energia — pelo menos até setembro deste ano.

Após determinação da Aneel, a bandeira vermelha voltou, em patamar 1, com custo adicional de R$ 4,463 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A justificativa foi pela previsão de chuvas abaixo da média, resultando em menor afluência nos reservatórios do país. Segundo o governo, a redução será cerca de 50% abaixo da média.

“Com a baixa dos reservatórios das hidrelétricas, o país tende a adotar bandeiras de energia que encarecem as tarifas de energia. Além disso, o acionamento de termelétricas aumentam a demanda por combustíveis, que no fim ficam mais caros para o consumidor”, explica Alexandre Pires, professor de economia do Ibmec-SP.

Em finais de agosto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou à CNN que espera o acionamento de “70% a 80%” de todo o parque térmico brasileiro nas próximas semanas, caso as chuvas não recomecem antes do esperado.

Esse cenário pode, inclusive, repercutir nos meses seguintes. Em condições normais, é neste semestre, período em que normalmente chove mais, onde o sistema consegue encher os reservatórios para “garantir uma oferta de energia sem sobressaltos no inverno seguinte (…) e pode ser que isso não aconteça”, diz Braz.

Pressão nos setores da economia

O cenário pode pesar também para a atividade industrial e empresarial, tanto no comércio como no serviço, descreve Braz. O especialista diz que com bandeiras tarifárias acionadas, a prestação de serviços, assim como produtos no comércio, ficam mais caros — e essa conta são as famílias que pagam.

Além disso, Pires salienta que o acionamento das termelétricas pressiona os derivados do petróleo, gás natural e álcool, impactando “o preço dos combustíveis para o transporte rodoviário e, logo, o frete — que é uma variável essencial da cadeia logística”.

Segundo Braz, a situação pode ainda influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide entre os dias 17 e 18 deste mês o novo rumo da política monetária no Brasil.

O mercado projeto que o Banco Central decida por aumentar os juros, que se encontram em 10,5% atualmente, mas o especialista acredita que isso não será precipitado na próxima reunião.

“Esta seca tem se intensificado e generalizado muito ao longo do último ano, ainda que as áreas mais atingidas tenham se deslocado do Sudeste para o Norte, na comparação com 2021. Mas uma seca quase generalizada e prolongada é o aspecto mais preocupante da situação de 2024”, finaliza Pires.



 

Drone footage shows severe drought hitting river in Brazil – video

  Drone footage from 17 September shows the Araguaia River drying up, as severe drought grips parts of Brazil. The country is preparing for ...