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Monday, March 23, 2026

Far more countries face critical food insecurity if world heats up by 2C, analysis shows. Exclusive: Food systems of low-income nations projected to deteriorate seven times as fast as those of wealthy ones

 

The IIED analysis shows the climate crisis will disproportionately affect food systems in poorer countries such as Afghanistan. Photograph: Samiullah Popal/EPA

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The number of countries falling into critical food insecurity could almost triple to 24 if global temperatures increase by 2C, research has shown.

Analysis by the International Institute for Environment and Development (IIED) shows the climate crisis will disproportionately affect food systems in poorer nations, widening the gap between the most and least vulnerable countries.

Although global heating will increase the risk of food insecurity worldwide, food systems in low-income countries are projected to deteriorate seven times as fast as those in wealthy nations.

Ritu Bharadwaj, a researcher for the IIED and author of the study, said: “Countries already facing poverty, fragility and limited safety nets are projected to see the fastest deterioration in food systems, despite having contributed the least to global emissions.

 

“Today, nearly 59% of the world’s population already lives in countries with below average food security, and our projections show that climate change is likely to widen this gap.”

This can be prevented, Bharadwaj said, by “strengthening social protection systems that can respond quickly to climate shocks, investing in climate resilient agriculture and improving water and soil management”.

She added: “Food systems today are deeply interconnected. Climate shocks in one major producing region can ripple through global supply chains and trigger price volatility elsewhere. Even if high-income countries remain relatively food secure, they will not be insulated from the impacts of climate instability on global food markets.”

The IIED developed a Food Security Index for 162 countries. It measures the systematic vulnerability of a country’s entire food system and estimates how climate breakdown could affect it under three scenarios: if global temperatures increase by 1.5C, 2C and 4C above preindustrial levels.

The index also assesses the impact of climate crisis on four “pillars” of food systems – availability, accessibility, utilisation and sustainability – and shows the risk is not evenly distributed across the four.

Sustainability and utilisation are the most climate-sensitive pillars, which means early signs of climate damage will appear first in water, sanitation and health systems, making people malnourished even if food is physically present. An increase in climate risk will be also associated with a reduction in access to food, with prices rising and market disruption.

Residents wading through floodwater to cross a road near Maputo, Mozambique, in January. Photograph: Emidio Jozine/AFP/Getty Images

Among the worst-affected countries are countries such as Somalia, the Democratic Republic of the Congo, Afghanistan, Haiti and Mozambique. Under a 2C heating scenario, the analysis projects that food insecurity will increase by more than 30% in these countries, leading to acute crises and famine, while in high-income countries it would increase by 3% on average.

Across low-income countries, food insecurity is projected to increase by 22% on average, under the 2C scenario. Low-income countries are responsible for 1% of global emissions while high- and upper-middle-income nations contribute to more than 80%.

“High-income countries will experience massive agricultural shocks, but they have the wealth to buy their way out of a domestic crop failure on the global market,” Bharadwaj said.

She also referenced a report by British intelligence chiefs about threats to the country’s national security from the climate crisis, saying: “If fragile and conflict-affected states face a systemic collapse, the result is massive global instability, state collapse, and forced migration. That is the national security threat the defence chiefs have warned about.”

 


 

Monday, October 2, 2023

Brazil - El Niño e mudanças climáticas afetam safras e dificultam previsão para agricultura em 2024



El Niño provoca muita chuva no Sul e deixa tempo seco no Norte e Nordeste

James Baltz/ Unsplash

Amanda Sampaioda CNN em São Paulo


Primavera será marcada por muita chuva na região Sul e pancadas irregulares no Sudeste e Centro-Oeste.

Os últimos meses — atípicos em relação às condições meteorológicas — devem afetar as safras de diversos cultivos, além de dificultar as projeções para a agricultura em 2024.

A meteorologista Desireé Brandt, da Nottus, explica que, além das anormalidades no curto prazo, as mudanças climáticas em nível global também têm afetado o regime de chuvas no Brasil, o que prejudica os trabalhos agrícolas.

“Nós temos um El Niño, e por conta das mudanças climáticas, os efeitos dele podem ser ainda mais fortes, ainda mais evidentes”, afirma.


Impacto negativo na agricultura

Esta semana, está previsto o término do vazio sanitário no Rio Grande do Sul — período em que é proibido cultivar plantas vivas.

Quando o período se encerra, os agricultores costumam dar início ao plantio de grãos.

“Mas quem é que vai plantar soja agora, no meio do caos que o Rio Grande do Sul está? Existem muitas áreas de cultura de inverno que foram afetadas pelas chuvas das últimas semanas, principalmente. Tem muita lavoura debaixo d’água”, destaca Desireé.

A meteorologista explica que o processo de recuperação das lavouras de inverno acaba prejudicando o início do plantio da soja.

“Algumas áreas do noroeste do Rio Grande do Sul até vão conseguir começar esse plantio, mas as que foram mais prejudicadas pelo excesso de chuva ainda terão uma certa dificuldade”, avalia.


Primavera terá muita chuva no Sul

Ao longo da primavera, a expectativa é de muita chuva no Rio Grande do Sul, o que é comum para esta época do ano.

No entanto, os efeitos do El Niño devem piorar este cenário e provocar chuva acima da média para o período no estado.

“Sim, já choveu muito; sim, o Rio Grande do Sul está debaixo d’água, e sim, ainda tem muita água para cair, e muitas vezes na forma de tempestades, com ventania, com descargas elétricas e com alto risco para queda de granizo”, alerta a meteorologista.

Desireé explica que, neste momento, o grande desafio do estado gaúcho é enfrentar o excesso de chuva, o que atrapalha o manejo e o preparo do solo, além dos trabalhos em campo de forma geral.

“Além disso, mesmo que a lavoura não esteja debaixo d’água, se temos poucas horas de luminosidade, isso também acaba prejudicando a qualidade dessas lavouras. A planta precisa, sim, de água, mas ela também precisa de temperatura adequada e da quantidade de luz solar ideal para que a lavoura tenha melhor qualidade”, explica.

Já para as regiões Norte e Nordeste, que costumam sofrer com a seca em períodos de El Niño, os modelos de previsão do tempo não indicam seca severa, assim como as que ocorreram nos anos de 2015 e 2016.

Apesar disso, os trabalhos de agricultura também devem ser desafiadores nessas regiões.

Algumas áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) terminam o vazio sanitário neste fim de semana. Porém, na contramão da região Sul, o solo está extremamente seco nessas localidades, o que também dificulta os trabalhos de plantio.

“O início do plantio da safra de verão vai se dar de forma bem escalonada — conforme a chuva vai chegando, vai ocorrendo o plantio, exceto em áreas que têm sistema de irrigação. Agora, onde não tem, o solo está extremamente seco. É uma das áreas com solo mais seco do Brasil neste momento”, diz Desireé.

A meteorologista afirma que a chuva um pouco mais expressiva só deve acontecer — e de forma gradual — a partir da segunda quinzena de outubro.


Já no Sudeste e no Centro-Oeste, a primavera terá cara de verão, com muitos dias de sol pela manhã, calor e chuva à tarde.

“Claro que vez ou outra a gente vai ter dias com maior quantidade de nuvens, até com alguns episódios de chuva, mas já vai ser bem mais raro isso. Na maioria das vezes, a chuva virá na forma de pancada”.

No entanto, Desireé destaca que, para a agricultura, mais importante do que a quantidade de chuva é a qualidade da precipitação nessas regiões.

“O que importa é como que essa chuva vai acontecer. Em algumas localidades, o modelo [de previsão] até indica a chuva acima da média, mas se ela vier na forma de pancada rápida, ou se chover num canto da Fazenda e no outro não, será uma chuva mal distribuída”, explica.

Para a meteorologista, a qualidade da chuva é o grande desafio das duas regiões.

“Vai faltar chuva? Não, não vai faltar. Mas como eu falei: este é o desafio do Sudeste e do Centro-Oeste”, conclui.


Conab prevê queda na produção do milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a safra de milho caia em 9,1% em relação ao ciclo anterior, com estimativa de 119,8 milhões de toneladas.

Os valores são consequência de uma redução de 4,8% na área plantada, que abrange 21,2 milhões de hectares, além de retração de 4,6% nas produtividades esperadas, após os recordes de 2022/23.

Por outro lado, apesar da previsão de chuvas intensas na região Sul, a Conab estima que a produção de soja no Brasil para o período 2023/24 atinja um recorde de 162,4 milhões de toneladas. O valor representa aumento de 5,1% em relação à safra anterior.

A estimativa foi impulsionada pelo crescimento de 2,8% na área de plantio, que abrange 45,3 milhões de hectares — aumento de 2,2% na produtividade, com 3.585 quilos por hectare.

Já para o arroz, a Conab prevê aumento de 12,8% no volume nacional, totalizando 11,3 milhões de toneladas. Além disso, a área plantada do grão deve se expandir em 10,2% na próxima safra, com incremento de produtividade de 2,4%.

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  Drone footage from 17 September shows the Araguaia River drying up, as severe drought grips parts of Brazil. The country is preparing for ...