Enquanto grandes projetos tecnológicos prometem capturar carbono com máquinas complexas e custos elevados, um sistema natural já faz esse trabalho há milhões de anos, de forma contínua, silenciosa e acessível.
Árvores absorvem dióxido de carbono da atmosfera, incorporam esse carbono em sua própria estrutura, liberam oxigênio e ainda ajudam a regular a temperatura local. Estudos indicam que florestas e áreas verdes podem contribuir significativamente para a redução de gases de efeito estufa quando preservadas e manejadas corretamente.
Além disso, uma árvore não atua sozinha. Ela protege o solo contra erosão, favorece a infiltração da água, sustenta ecossistemas inteiros e cria microclimas mais frescos, especialmente em áreas urbanas. Tudo isso sem demandar energia externa, manutenção industrial ou cadeias produtivas complexas.
Isso não significa que tecnologia e inovação não sejam importantes. Elas são.
Mas para quem busca soluções climáticas de alto impacto e baixo custo, a natureza continua sendo uma aliada central, muitas vezes subestimada no debate público.
Talvez o desafio não seja inventar algo completamente novo,
mas reconhecer, proteger e ampliar aquilo que já funciona há muito tempo.

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